Multiplexado

Reflexões de um humanista no mundo da produção de propaganda interativa. Por Nandico (vulgo Fernando Aquino).
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Quarta-feira, Maio 24, 2006

 

Alguns motivos para considerar o uso do Vocabulário Visual de Garrett na Experiência do Usuário


Esse vai chover no molhado para muitos que passam por aqui. Para quem está envolvido de alguma forma com a disciplina da Arquitetura de Informação, o Vocabulário Visual de Jesse James Garrett não é novidade. Ele foi criado em 2000, e a sua última atualização até a edição desse texto data de março de 2002. Muitas pedras rolaram e mesmo assim,o vocabulário continua firme, forte e cada vez mais popular.

Update:

Exemplos práticos do Vocabulário de Garrett

Sequência desse texto escrita nesse mesmo site - Exemplo prático do uso do Vocabulário Visual de Jesse Garrett.
Não deixe de acompanhar a continuação =).

Vamos aos tópicos:

1. O Vocabulário de Garrett é uma técnica interessante que cria um padrão para algo que nós fazemos o tempo todo: o desenho de diagramas de navegação.

O pulo do gato aconteceu quando Garrett separou e padronizou algumas formas básicas para representar elementos que compõem um ambiente navegável.

Páginas, arquivos, conectores, pilhas, estruturas de decisão e outras coisas mais poderiam ser representados de maneira simples e fácil de entender. Gerentes, designers, programadores, arquitetos, responsáveis por conteúdo e demais pessoas envolvidas em um projeto conseguem ler um diagrama desse tipo sem dificuldade.

2. Notação poderosa, flexível e versátil

As formas do vocabulário de Garrett são de utilização muito genérica, permitindo a descrição de sistemas de informação de qualquer tipo, em qualquer plataforma.

A comunidade está utilizando os padrões de Garrett para especificar interfaces de sites, portais, sistemas corporativos, sistemas transacionais e outros tipos de projetos.

3. Capacidade de refinamento gradual de funcionalidades

Nas fases iniciais dos projetos, muitas vezes não possuímos todas as informações que precisamos para a construção e detalhamento das coisas como um todo.

A notação de Garrett possui alguns recursos que permitem que, ao longo do levantamento dos requisitos do projeto, o diagrama seja expandido e detalhado sem a necessidade de ser reescrito. Isso é um diferencial muito desejado para quem trabalha em ciclos de desenvolvimento iterativos (essa é a palavra - iterativos sem o "n" mesmo).

4. Independência de ferramenta de criação - possibilidade de desenho apenas com lápis e papel

A notação original do Garrett não faz uso de cores e oferece boa leitura e distinção entre os itens que a compõem. Conforme você se vai se habituando com a linguagem, passa a usá-la em esboços no papel mesmo, em tempo real - seja em reuniões de equipe ou no seu caderno de anotações na visita ao cliente.

Para converter essas anotações para formato digital, também é moleza. Garrett ainda colocou diversos templates e stencils para um grande número de ferramentas de edição. Esses modelos contém as formas básicas pré-desenhadas e prontas para uso em qualquer das ferramentas listadas.

5. Suporte à conectores e seletores condicionais

Essa facilidade a permite a aplicação de condições lógicas no desenho dos diagramas. Com isso, pode-se descrever a navegação entre as interfaces principais e também contemplar os fluxos negativos de navegação. Todos sabemos que um bom projeto deve realizar sempre o correto tratamento de erros, exceções e contextos adversos que o usuário poderá enfrentar durante a operação.

Além disso, esse recurso permite também diferenciar a navegação em projetos com múltiplos perfis de acesso. A totalidade da lógica desenhada num diagrama com essa notação será aproveitada pelas equipes de desenvolvimento do projeto na hora de integrá-lo com fontes de informação diversas (bases de dados, sistemas de gerenciamento de conteúdo, webservices, etc).

6. Benefícios indiretos

Entre outros benefícios, o diagrama de Garrett ajuda a minimizar o problema do aparecimento de interfaces não-previstas na fase de desenvolvimento. Ou seja: muitas vezes, quando os programadores recebem o trabalho, acabam identificando a ausência de telas. Isso pode causar interrupções no ritmo de desenvolvimento e atrasos nas entregas, pois a equipe de desenvolvimento precisa aguardar a prototipação e desenho das telas que surgiram inesperadamente.

A visão proporcionada pela evolução do diagrama ajuda a equipe inteira a evitar erros de dimensionamento de projetos, que são muito comuns em construções mais complexas.

Chamando a continuação...

Não dá para esgotar por aqui o assunto do vocabulário de Garrett. No próximo texto, colocarei alguns exemplos gráficos de situações comuns de projeto, adaptados a nossa realidade "Brasil". A idéia é apresentar uma alternativa aos exemplos "gringos" e não mascarar a potencialidade do vocabulário com a apresentação de exemplos simples demais.

Enquanto isso não fica pronto, seguem alguns links sobre o assunto:

Vocabulário visual mantido por Jesse James Garrett

Entrevista com Garrett feita três anos após o lançamento do vocabulário

Versão do Vocabulário traduzida para o Português, feita por Livia Labate e Laura Lessa

Até o próximo! =)

Obs.: O próximo chegou em Exemplo prático do uso do Vocabulário Visual de Jesse Garrett.

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