Reflexões de um humanista no mundo da produção de propaganda interativa. Por Nandico (vulgo Fernando Aquino).
Essa semana caiu um projeto inusitado na minha mão. Um determinado cliente que atendo possui um sistema que está espalhado em torno de 15.000 terminais, cobrindo toda a extensão do território brasileiro (inclusive locais de difícil acesso).
Esse grande sistema possui mais de uma arquitetura de camada de apresentação. Os terminais mais modernos e com possibilidade de funcionamento on-line (modo síncrono) utilizam a tecnologia Java com Swing para montagem das interfaces. Já os terminais mais antigos ou com limitações de conexão utilizam a tecnologia
Clipper. Os terminais em Clipper rodam em modo assíncrono, com fechamento de caixa apenas no final do dia. O volume de transações executadas é gigantesco. Pelos dados do cliente, esse sistema só perde em volume de transações para algumas entidades do sistema financeiro. O Clipper ainda responde por cerca de 30% da base instalada.
Então, todas as vezes que surge uma nova funcionalidade, fica necessário modelar interfaces em Swing e em Clipper. Só que cada um desses ambientes possui os seus próprios padrões de navegação. Enquanto a experiência do módulo em Java é muito parecida com o que a gente vê na Web ou em nossos PC’s, a experiência em Clipper é totalmente baseada em teclas de atalho e navegação por TAB. Essa é a cara do sistema:

Como trabalhar de maneira “centrada no usuário”?
Ainda estou em fase de descobertas para matar essa charada. O que estou fazendo nesse momento é navegar exaustivamente na aplicação em Clipper para identificar padrões de todo tipo: de navegação, preenchimento de campos, disposição de elementos na tela, uso de comandos, mensagens de erro, alerta, dicas de preenchimento, etc.
Estou na abordagem de perpetuar os padrões já constituídos. Ainda não tenho condições de propor “melhorias” aos padrões existentes. A minha experiência profissional se limita a sistemas cliente-servidor ou arquitetura web. Concluí que, se os novos módulos propiciarem uma experiência semelhante aos módulos já existentes, isso refletiria positivamente na curva de aprendizado dos milhares de usuários que já trabalham a alguns anos nessa ferramenta.
Tipo de prototipaçãoEscolhi uma
técnica de prototipação em papel, baseada em wireframes estáticos. Como o Clipper trabalha em fontes monoespaçadas (caracteres, linhas e colunas fixas), adicionei essa característica no Wireframe para poder diagramar melhor os campos dentro das limitações da tecnologia disponível.
A cara que o Wireframe está ficando é essa aí:

Vamos ver que coisas boas que poderei aprender com essa coisa toda =). Um dia desses, eu tava falando aqui de
prototipação Rich Media, e agora me aparece um esquema de
Rootz Media pra trabalhar (coisas da vida)... Abraços a todos!