Reflexões de um humanista no mundo da produção de propaganda interativa. Por Nandico (vulgo Fernando Aquino).
Depois da
viajada no texto anterior, acabei tendo contato com algumas visões interessantes - convergentes ou divergentes - sobre nosso trabalho em Experiência do Usuário. Enumerarei algumas delas aqui:
1) Visão do GAEL/ISTMeu estimado colega de Portugal, Gustavo Pimenta, comentou sobre a visão do Gabinete de Apoio à Produção de Conteúdos Multimédia e eLearning, no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa. Essa exposição aconteceu na lista de discussão portuguesa
REPUX, que tem como tema principal a Experiência do Usuário e conta também com alguns colegas brasileiros. Segundo contou Gustavo:
"No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de
forma crítica e criativa."O que mais me chocou na passagem acima foi que o pessoal do GAEL/IST resumiu em um parágrafo o que eu
levei um texto inteiro para tentar dizer. Talvez um dia eu consiga ser um pouco mais objetivo, até porque isso é muito mais
user friendly do que ficar escrevendo nesse meu estilo
Pero Vaz de Caminha.
2) Visão de Dan Saffer onde Pesquisa é Método, e não MetodologiaMeu brother
Moisés Ribeiro mandou
esse presente para mim via
del.icio.us. Nesse excelente texto, Saffer dá um tapa em alguns pontos da
minha visão: Para ele, nem sempre é conveniente fazer design baseado em pesquisa. Muitas vezes, profissionais experientes podem resolver o problema. É possível fazer projetos que os usuários gostem sem necessariamente fazer pesquisa. Então ele oferece
sete razões onde você deve usar o chamado User Research, como dizem os gringos.
De alguma forma, Saffer acaba combatendo essa coisa de cristalização da usabilidade e transformação de tudo em metodologia, processos e técnicas em caixinha, o que vai de encontro a minha visão e também com a visão do pessoal do GAEL/IST. No final das contas, tá todo mundo indo pelo viés humanista, e isso ao meu ver é uma coisa muito positiva.
Fico por aqui hoje de maneira mais simples, sugerindo inscrição na
REPUX e a leitura da
visão do Saffer. Abraços e até breve!